domingo, 22 de março de 2009

A Primavera...


É com toda a certeza a estação do ano mais bonita, a Primavera.

O tom castanho da terra nua, dá lugar ao verde das ervas, pintadas aqui e ali de flores brancas e amarelas dos malmequeres.

As ameixieiras ficam brancas de flor, depois o rosa forte dos pessegueiros e de seguida uma mistura infinita de cores vivas, com fundo verde de folhas a envolver as abelhas que viajam de flor em flor, polinizando-as e ao mesmo tempo, recolhem o delicioso mel.
A foto que deixo é de uma ginjeira junto ao meu quintal, que representa todas as flores a serem polinizadas pelas abelhas e que mais tarde se vão tornar em fruto!...

sábado, 21 de março de 2009

Dia Mundial da Poesia

É com enorme alegria que volto a escrever no meu "Blogue", a primeira publicação em 2009, neste dia em que a "UNESCO", em 1999, decidiu que o dia 21 de Março seria o "Dia Mundial da Poesia".
Na biblioteca Municipal de Almeirim foram entregues os prémios de poesia referentes aos jogos florais realizados nessa localidade e em que saiu premiada a Helena, a minha poeta, e o nosso orgulho cá de casa.
Todos aqueles que se quiserem deliciar com as suas poesias, não deixem de ir ao blogue, http://www.helenadobidos.blogspot.com, e aí encontraram os seus versos premiados.
Os meus parabéns à minha POETA!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Da Janela do Sótão…


Vejo os telhados das casas da aldeia, e outras sem eles, degradadas. Alguém tome conta delas! Paredes que definham quase em ruínas. Lares que já tiveram vida, agora só a história ficou. E que histórias existem para serem contadas! Outras casas com telhados novos, paredes pintadas, não caiadas. Antes todas eram caiadas. A cal brilhava todos os anos, a pintura raramente, começa a estar feia, decrépita, bolorenta, ganha velhice. A calçada, sim, ainda existe calçada, irregular, as ruas estreitas, tornaram-se parqueamentos de carros, antes só burros e juntas de bois ali passavam, alguns a puxar uma carroça.
“Outono, época de vindimas, e o cheiro a mosto ao dobrar de cada esquina”.

Além, habitações recentes. Entre elas campos agrícolas, sem agricultores. Já ninguém quer ser… Terras férteis, sequiosas de produzir, cheias de gente e vida, agora adormecidas e vazias. Só cimento que cresce.
“Suor ensanguentado nas mãos que puxavam a enxada”.

No moinho, com paredes erguido no cimo da colina, velas recolhidas, do mastro que já não existe. Gemidos forçados pelo vento e cabaças que assobiavam junto das velas, abafando o seu sofrimento. Trigo, milho, qualquer cereal, triturado por mós de pedra, enormes, pesadas, bujardadas para que os grãos se transformassem em farinha.
“Animais acarretando os cereais, a subir os estreitos caminhos da serra e a descer, devagar, transportando a farinha…”

Mais para o Norte, o “Campo da Pinha”, cheio de futebol amador, em que os participantes, corriam em busca de uma forma arredondada que saltitava, fugidia, e que por vezes era apanhada por uma rede, fixa entre postes, num dos lados mais estreitos do terreno de jogo. Hoje, a erva cresce, ninguém está lá para a pisar e evitar que ela prospere. Outras actividades menos saudáveis chamam os jovens a acções menos benéficas.
“Gritos de alegria à sua volta, outros zangados pela tristeza dos seus não terem acertado a bola na rede…”

Como cresceram as casas na serra mais ao longe! A aldeia vizinha está mais próxima. Descubro vultos no horizonte, está a anoitecer… Começa a brilhar a iluminação pública. As nossas casas estão a ficar mais escuras, pelo sol desaparecido.
“Amanhã, verei o futuro deste presente, com um passado que o pensamento descobriu…”

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Hino da Restauração


Parabéns União Filarmónica de A-da-Gorda. Mais um ano, e a tradição teimou em se manter. A Banda Filarmónica saiu à rua para, mais uma vez, desfilar pelas ruas da aldeia tocando o “Hino da Restauração”, relembrando que no dia 1 de Dezembro de 1640, voltamos a ter um Rei Português…
"Quadro de Veloso Salgado (1864-1945), representando a aclamação de D. João IV no Terreiro do Paço, tendo o Tejo como fundo, e os chefes da conspiração em frente do novo rei".

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

ACORDO ORTOGRÁFICO!...

Um assento a mais ou a menos, uma letra (c) que sai ou entra numa palavra, são preocupações, talvez necessárias, para políticos, catedráticos, escritores, mas não para o cidadão simples deste país, que fala a linguagem corrente da sua região, sem as preocupações instáveis daqueles que querem impor aos cidadãos, algo próprio de guerrilhas verbais convenientes para politico assinar.

Então qual será o acordo ortográfico num futuro não muito longínquo?
Bom, então cá vai a minha modesta opinião:
Quando tenho necessidade de me socorrer da “Internet” à procura de auxílio para algum trabalho, debato-me com um grave problema, a grande maioria das páginas encontradas são artigos Brasileiros, alguns muito bons, escritos na ortografia deste País, que vai entrando no nosso dia a dia sem que a maioria das pessoas se aperceba. É mau? Não sei.
O certo, é que, o aparecimento de novas palavras no dicionário de Português, devido à adopção de vocábulos em que a tradução se torna difícil, mas que na leitura são literalmente mais acessíveis, devido à globalização da informação (hoje em dia temos notícias de todo o mundo apenas à distância de um “click”) essas palavras entram naturalmente no nosso glossário. Há frases que actualmente não utilizamos e que no País irmão são usadas, mas por influência da “Internet”, das novelas e dos imigrantes brasileiros, nós involuntariamente passaremos a aplica-las no nosso quotidiano. As crianças de hoje serão as grandes impulsionadoras dessa modificação.

Quando faço a recolha de algum artigo Brasileiro, tenho a preocupação de o corrigir para o Português de Portugal, mas as gerações futuras não se darão a esse trabalho, e a linguagem passará a ser a mesma. Daí, a minha previsão que o futuro trará um acordo ortográfico feito espontaneamente pelas gerações vindouras, o que tornará inútil a preocupação demagógica actual.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

… E a Arte ficou mais pobre!

Foi na década de cinquenta do século XX, que Maria Adelaide Baptista Ribeirete se dedicou a olhar o tecto da igreja de Santa Maria de Óbidos, recentemente restaurado, pegou em papel e lápis e copiou alguns dos desenhos ali existentes. Reproduziu-os em linho e com a ajuda de uma agulha e linhas de várias cores, criou os Bordados de Óbidos. Concebeu os Bordados, e ensinou-os às senhoras mais necessitadas da vila, que em suas casas, enquanto cuidavam da família, bordavam e comercializavam-os, conseguindo dessa forma aumentar o magro orçamento familiar.
Maria Adelaide Ribeirete foi Assistente Social, dedicou a sua vida a ajudar os outros, sem interesses pessoais, e deixou-nos os Bordados de Óbidos, um legado deveras importante. Importante demais para ser esquecido. Por isso, o Concelho de Óbidos deve-lhe uma justa homenagem.
A Dagordense, D. Maria Adelaide Baptista Ribeirete, com a bonita idade de 103 anos, faleceu na cama onde nasceu, na Quinta da Penha, no lugar de A-da-Gorda e foi a enterrar no dia 7 de Setembro, no cemitério de São João, da vila de Óbidos.
Como Dagordense, nascido em Óbidos, presto a minha singela homenagem a esta Mulher de Grande Humanismo e Valor.
Que descanse em paz.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Mar!


Que imensidão!
Que fascínio!...
Que força!
Que mistério!...

Quanto mais olho o mar, mais fascinado fico com o seu poder e força. Uns dias calmo, sereno, pacifico, outros, bravo, revolto, guerreiro.
Ontem, no Baleal, praia magnífica, a água do mar estava límpida, transparente, calma, hoje, está revolta, opaca, suja de limo e areia, …estão a começar as marés vivas…, dizem os entendidos!
O sol espelha na água e o azul do céu é transformado em prateado, custa olhar o mar tal é o seu brilho.
O sol aproxima-se do horizonte. Surfistas teimam em apanhar a última onda. Ao longe, as “velas de parapente”, puxam o homem em cima da prancha, força, equilíbrio e destreza é igual a velocidade. Grande velocidade, a aragem está forte.
Peniche como fundo, escurecido de uma névoa que remodela a paisagem em silhuetas de casas e prédios a seguir ao mar.

Agosto de 2008